Greenpeace denuncia bloqueio das empresas eléctricas às energias renováveis

  • O movimento Break Free busca a libertação dos combustíveis fósseis.
  • As empresas de electricidade emitem milhões de toneladas de CO2 anualmente.
  • Greenpeace pede o fechamento de usinas a carvão até 2025.

Protesto do Greenpeace contra o bloqueio das empresas de eletricidade às energias renováveis

O desenvolvimento das energias renováveis ​​enfrenta obstáculos contínuos em Espanha, e grande parte do problema reside nas políticas adoptadas pelas principais empresas eléctricas, como Endesa, Iberdrola e Gas Natural Fenosa. De acordo com reclamações de Greenpeace, essas empresas, com a aprovação do governo, desaceleraram o avanço das energias limpas em nível nacional, priorizando a geração de energia elétrica por meio de Os combustíveis fósseis e assim perpetuando a dependência de fontes de energia poluentes.

Ações do Greenpeace contra empresas de eletricidade

O Greenpeace tem sido um dos principais intervenientes na luta contra as políticas prejudiciais ao clima. No dia 30 de março de 2017, os militantes da organização realizaram um protesto simultâneo na sede da Endesa em Madrid, Iberdrola em Bilbao e Gas Natural Fenosa em Barcelona. Através desta acção, pretendeu-se tornar visíveis os graves danos ambientais causados ​​pelas emissões de combustíveis fósseis, nomeadamente CO2, e exigem uma mudança de rumo nas políticas energéticas destas empresas.

Durante o protesto, os ativistas usaram balões pretos que representava a poluição gerada pelo uso de combustíveis fósseis. Além disso, exibiram banners com mensagens claras como “Endesa polui, você paga”, destacando o aumento constante dos preços da eletricidade e a sua relação direta com a política de bloqueio de energias renováveis ​​por parte das empresas elétricas. Segundo o Greenpeace, só em 2015, estas três empresas emitiram perto de 49 milhões de toneladas de CO2, que as colocou entre as 10 empresas que mais contribuem para as alterações climáticas em Espanha.

Apoio governamental às empresas de electricidade

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Uma jovem está colhendo flores em um prado durante o verão. Feche a mão de uma mulher colhendo uma flor amarela

O protesto também destacou o papel do governo espanhol neste conflito. O Greenpeace denuncia que as empresas elétricas recebem importantes concessões para manter operacionais as suas centrais térmicas e nucleares. Esta ajuda permitiu à Endesa, Iberdrola e Gas Natural Fenosa obter benefícios multimilionários, enquanto as energias renováveis ​​foram submetidas a uma série de obstáculos como o famoso «imposto solar".

Especificamente, a ajuda que o governo concedeu a estas empresas em 2016 permitiu que as três obtivessem benefícios de 5.463 milhões de euros, mas este apoio económico não se reflectiu numa mudança para fontes de energia mais limpas.

Petição do Greenpeace para fechar usinas de carvão

Uma das principais reivindicações do Greenpeace é fechamento completo de usinas de carvão até 2025. O carvão é um dos combustíveis fósseis mais poluentes, e a Greenpeace argumenta que acelerar a sua eliminação progressiva é vital para que os objectivos climáticos internacionais sejam alcançados, especialmente aqueles acordados no Paris COP21. É crucial reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Em resposta a esta exigência, o Greenpeace solicitou um cronograma de fechamento para o seis térmicas Endesa, alguns dos quais partilhados com a Gas Natural. No entanto, até à data, estas empresas têm mostrado relutância e pressionado o governo para prolongar a vida útil das suas centrais térmicas e nucleares, apesar dos riscos ambientais e de saúde que acarretam.

Mobilizações globais: o movimento Break Free

Este protesto faz parte de uma acção global enquadrada no âmbito do Quebrar o movimento livre, uma iniciativa que visa libertar a sociedade civil da dependência dos combustíveis fósseis e abraçar um modelo energético baseado em energias renováveis. Este movimento foi replicado em mais de 100 atividades em 60 países, todos com o objetivo de pressionar os governos e as grandes empresas a adotarem medidas mais ambiciosas na luta contra as alterações climáticas.

O impacto nos cidadãos

Protesto do Greenpeace contra o bloqueio das empresas de eletricidade às energias renováveis

O bloqueio das energias renováveis ​​realizado pelas empresas eléctricas não só gera consequências ambientais, mas também afecta directamente o custo da electricidade. conta de luz que os cidadãos pagam. Ao manter a predominância de fontes de energia tradicionais, mais caras e poluentes, o preço da eletricidade em Espanha registou um aumento significativo.

Além disso, o Greenpeace critica que o imposto solar e outras medidas impostas pelo governo dificultam que os cidadãos gerem a sua própria energia de forma limpa e mais barata. Isto torna imperativa uma mudança política que dê mais poder aos cidadãos para produzir e consumir energia renovável.

No seu conjunto, as ações da Greenpeace são um alerta às empresas de eletricidade e ao governo espanhol para abandonarem completamente a utilização de combustíveis fósseis, facilitarem o autoconsumo de energia e reafirmarem o seu compromisso na luta contra as alterações climáticas.

O Greenpeace apela à O governo regula e sanciona às empresas eléctricas que persistem em prolongar a vida útil das suas centrais poluentes e a promover políticas que favoreçam a democratização da energia. Somente através de um esforço conjunto entre governo, empresas e sociedade civil será possível alcançar uma transição energética justa, baseada em fontes sustentáveis ​​e acessíveis para todos.