Modificação dos limites de poluição atmosférica na Europa e seu impacto

  • A directiva relativa à qualidade do ar procura reduzir as emissões em 70% até 2030.
  • Eles se concentram em seis poluentes principais, com ênfase em PM2.5, NO2 e SO2.
  • Os novos regulamentos incluem o direito dos cidadãos de receberem indemnizações.

poluição do ar

La contaminação atmosferica É um dos problemas mais sérios que o mundo moderno enfrenta. Todos os anos, milhões de pessoas morrem prematuramente devido a doenças respiratórias e cardiovasculares causadas pela má qualidade do ar. No contexto da Europa, o União Europeia adoptou medidas significativas para mitigar esta crise ambiental com o objectivo de reduzir drasticamente a emissão de gases poluentes como o dióxido de enxofre, o dióxido de azoto e o amoníaco.

Com o tempo, as regulamentações evoluíram e a necessidade de uma revisão dos limites de contaminação atmosferica tornou-se imperativo. É por esta razão que o Parlamento Europeu aprovou uma alteração da directiva relativa à poluição atmosférica, centrada na redução de seis poluentes principais antes dos anos 2020 e 2030.

Esta medida não visa apenas melhorar a qualidade do ar, mas também reduzir o impacto direto na saúde humana e nos ecossistemas. Julie Girling, eurodeputado, destacou que ainda existem 17 países, incluindo Espanha, que não conseguiram reduzir suficientemente as suas emissões conforme estipula a atual diretiva.

modificação dos limites de poluição do ar na Europa

Limites estabelecidos para 2020 e 2030

Após longas negociações entre o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu, os novos limites serão aplicados à redução de seis dos poluentes mais perigosos: dióxido de enxofre (SO2), dióxido de azoto (NO2), amoníaco (NH3), compostos orgânicos voláteis, Partículas PM2,5 e metano (CH4).

Embora a alteração seja ambiciosa, não estabelece as ações específicas que os Estados-Membros devem tomar para cumprir estes limites. No entanto, as recomendações incluem a utilização de transportes públicos eléctricos e a melhoria da produtividade nas empresas pecuárias, o que poderia contribuir significativamente para a redução das emissões.

A implementação destas políticas implicará custos elevados, estimados em 3.000 mil milhões de euros, mas espera-se que os benefícios a longo prazo sejam ainda maiores. Prevê-se a criação de mais de 40.000 mil empregos e uma melhoria substancial da economia, acrescentando cerca de 40.000 mil milhões de euros anuais.

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Impacto na saúde humana e no meio ambiente

A poluição atmosférica continua a ser um dos principais problemas de saúde pública na Europa. De acordo com o Agência Europeia do Meio Ambiente, aproximadamente 300.000 mortes prematuras ocorrem anualmente devido à exposição a poluentes como PM2.5, PM10, dióxido de nitrogênio e ozônio troposférico. Estes poluentes não afetam apenas os sistemas respiratório e cardiovascular, mas também têm consequências devastadoras nos ecossistemas naturais.

A directiva proposta visa reduzir drasticamente estes números, alinhando-se com as recomendações do OMS, embora ainda haja um caminho a percorrer para atingir os níveis ideais sugeridos. No caso das partículas PM2.5, por exemplo, os novos limites serão fixados em 10 µg/m³ a partir de 2030, enquanto a OMS sugere um máximo de 5 µg/m³.

Mark Nieuwenhuijsen, especialista em poluição atmosférica do ISGlobal, explicou que estes novos limites serão um grande avanço para a saúde pública, embora a implementação seja um desafio para muitas cidades. “As zonas urbanas terão de enfrentar uma redução drástica dos seus níveis de poluição, especialmente através de políticas mais rigorosas e da promoção de alternativas sustentáveis”, afirma Nieuwenhuijsen.

Medidas Específicas em Espanha e noutros Estados-Membros

Em Espanha, o panorama é semelhante ao de outros países europeus. Apesar dos esforços envidados nos últimos anos, ainda há muito a fazer para cumprir os novos limites de poluição. O Parlamento Europeu sugeriu que planos de qualidade do ar devem ser melhorados e que devem ser desenvolvidos “roteiros” para a implementação de medidas de curto e longo prazo.

As zonas mais problemáticas em termos de incumprimento das normas de qualidade do ar incluem Madrid e Barcelona, ​​cidades que já foram multadas pela Comissão Europeia devido aos seus níveis de poluição, especialmente PM10 e NO2. A lei atual impõe a necessidade de implementar Zonas de Baixa Emissão nas principais áreas metropolitanas, uma medida que tem sido bem recebida, mas que ainda requer maior esforço para ser eficaz.

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Mudanças nos regulamentos de qualidade do ar

O Parlamento Europeu também estabeleceu a necessidade de melhorar a recolha de dados sobre a qualidade do ar nas zonas urbanas. Foi proposta a criação de mais pontos de medição e análise, com um ‘super site’ por milhão de habitantes, o que representa um aumento significativo em comparação com as propostas iniciais da Comissão Europeia.

Para além da recolha de dados mais detalhada, pretende-se também que os cidadãos tenham acesso direto à informação sobre a qualidade do ar da sua área em tempo real. Isto permitirá uma tomada de decisão informada e fornecerá medidas preventivas para grupos vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias pré-existentes.

Os novos regulamentos também reforçam o direito dos cidadãos de reclamarem indemnizações se os níveis de poluição excederem os limites estabelecidos. Javi López, eurodeputado responsável pela apresentação da proposta, destacou que “este regulamento não é apenas necessário para salvar vidas, mas para garantir que as cidades avancem para a poluição zero até 2050”.

modificação dos limites de poluição do ar na Europa

Até 2050, a Europa espera ter atingido um nível de poluição zero, protegendo a saúde humana e a biodiversidade. Este é um objetivo ambicioso mas necessário que exigirá a colaboração ativa de governos, empresas e cidadãos.