Durante estes dias temos visto nos noticiários o incêndio criminoso na Galiza nas mãos de seres humanos. A maior parte dos incêndios ocorridos foram intencionais, o que gera preocupação a nível ambiental e social.
Sabemos que os incêndios florestais têm consequências negativas tanto para as florestas como para os seres humanos, os recursos e a economia. Além disso, as emissões de CO2 emitidas durante o incêndio contribuir para o aumento do efeito estufa e, portanto, às alterações climáticas. Contudo, sabemos que tipos de incêndios existem e a terminologia adequada para nos referirmos às entidades e situações que neles intervêm?
Principais conceitos e definições do Wildfire
Quando nos deparamos com notícias de incêndios florestais, é comum encontrarmos erros ou inconsistências no uso do vocabulário. A seguir, esclareceremos alguns dos termos mais comumente utilizados indevidamente.
Incendiário vs Incendiário
Para se referir à pessoa que ateia fogo, algumas notícias costumam usar o termo incendiário, o que é incorreto na maioria dos casos. Um incendiário é uma pessoa que sofre de um transtorno psiquiátrico e sente prazer em criar incêndios e observar suas consequências. Essas pessoas geralmente estão sob tratamento médico.
Contudo, na maioria dos incêndios florestais provocados intencionalmente, os responsáveis são incendiários. Incendiários são indivíduos que provocam incêndios com premeditação, seja por lucro, vingança ou simples malícia. Portanto, muitos dos detidos pelos ataques incendiários na Galiza são incendiários e não incendiários.
Intencional versus incêndio criminoso
É importante distinguir entre um incêndio criminoso e um causou. Quando dizemos que um incêndio foi criminoso, estamos usando um termo muito mais amplo. Um incêndio criminoso pode ter começado por vários motivos: uma faísca, um restolho em chamas, um raio, entre outros. Por outro lado, um incêndio criminoso é aquele deliberadamente provocado por uma pessoa com o objetivo de causar danos.
Fogo controlado e estabilizado
Outro erro comum é a confusão entre os termos fogo controlado e fogo estabilizado. Um incêndio controlado é aquele cujo progresso foi interrompido e contido, embora ainda existam chamas ativas. Entretanto, um incêndio estabilizado é aquele que evolui dentro das linhas de controlo estabelecidas, o que significa que já não se espera que se espalhe para fora delas.
Classificação dos incêndios florestais
Existem diferentes tipos de incêndios dependendo de como eles se espalham. É fundamental conhecer essas categorias para compreender melhor os problemas e as técnicas de controle que podem ser utilizadas. Apresentamos aqui os mais comuns:
- Fogo de superfície: Queima vegetação herbácea e matagal superficial sem afetar significativamente as árvores.
- Fogo de xícara: Afeta as copas das árvores, começando pela camada inferior (mato) e subindo até as alturas.
- Incêndio subterrâneo: Queima matéria orgânica seca e raízes subterrâneas. Eles são difíceis de detectar e extinguir.
Fatores que causam incêndios florestais
Os incêndios florestais podem ter origens diferentes, agrupadas em três grandes categorias:
- Causas naturais: Principalmente um raio, que provoca o início do incêndio sem intervenção humana.
- Causas acidentais: Incêndios causados por ações humanas não intencionais, como queimaduras controladas que fogem ao controle ou faíscas geradas por máquinas.
- Causas intencionais: Incêndios provocados deliberadamente por pessoas (incendiários).
Elementos-chave do combate aos incêndios florestais
Para evitar erros na interpretação das notícias sobre incêndios florestais, é importante compreender o trabalho e as estratégias envolvidas na prevenção e controle desses incidentes. Aqui mostramos alguns dos conceitos mais utilizados no trabalho de extinção:
- Firewall: São faixas de terreno desmatadas que impedem a propagação do fogo.
- Agentes florestais: São responsáveis pela vigilância, fiscalização e cuidado das massas florestais, além de colaborar na extinção de incêndios.
- Silvicultura preventiva: São técnicas que buscam a conservação e melhoria das massas florestais, criando descontinuidades na vegetação para evitar a propagação do fogo.
Erros comuns no vocabulário de fogo
A mídia costuma usar palavras incorretamente quando fala sobre incêndios florestais. Alguns dos erros mais comuns incluem:
- Calcinar vs. Carbonizar: Calcinar significa “queimar completamente”, enquanto carbonizar significa “reduzir um corpo orgânico a carvão”. O correto é dizer que os objetos ou pessoas foram carbonizados, e não calcinados.
- Espalhar vs. Espalhar: Espalhar refere-se à propagação do fogo, enquanto propagar significa 'espalhar informação'. O fogo se espalha, não se espalha.
- Dinheiro: A palavra tropas refere-se ao grupo de membros de patrulhas ou esquadrões, não a cada indivíduo. É correto dizer “os bombeiros” e não “30 bombeiros”.
Com estes conceitos claros, será mais fácil compreender as notícias e informações sobre os incêndios florestais, evitando mal-entendidos e erros comuns que muitas vezes surgem nos meios de comunicação social.