A preocupação com a conservação e proteção do meio ambiente tem sido uma questão prioritária desde meados do século XX. Com o avanço da revolução industrial, o ser humano começou a descobrir que suas atividades estavam causando sérios impactos no planeta. Não se trata apenas da exploração de recursos naturais, mas também de emissões e descargas que deterioram a atmosfera, os solos e as águas. Esta consciência levou à criação de iniciativas internacionais, como a Protocolo de Quioto destinada a reduzir as emissões de gases poluentes.
Esses acordos foram concebidos para frear a quantidade de gases emitidos na atmosfera pelos países mais industrializados, grandes responsáveis pelo aquecimento global que afeta todo o planeta. Neste artigo responderemos questões-chave como: O que é o Protocolo de Quioto? O que você está tentando alcançar? Que países o ratificaram e que compromissos assumiram?
O efeito estufa e as mudanças climáticas
Para compreender o objetivo do Protocolo de Quioto, é necessário primeiro compreender os efeitos negativos das emissões de gases na atmosfera, principalmente Estufa. Esse fenômeno consiste na capacidade de determinados gases (como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) de reter calor na atmosfera, provocando o aumento da temperatura do planeta.
O efeito estufa é natural e necessário para a vida na Terra, pois sem ele as temperaturas ficariam em torno de -88 graus Celsius. Contudo, o problema reside na aumento excessivo deste efeito devido às atividades humanas, especialmente aquelas derivadas da queima de combustíveis fósseis, do desmatamento e de práticas industriais.
Esse aumento da temperatura altera o equilíbrio climático, gerando o que hoje conhecemos como mudança climática, com consequências devastadoras, como o derretimento dos pólos, a subida do nível do mar, secas extremas, entre outros fenómenos.
El Protocolo de Quioto foi criado com o objetivo principal de reduzir essas emissões de gases de efeito estufa (GEE) para mitigar e reverter os efeitos das mudanças climáticas. É um dos instrumentos internacionais mais importantes na luta contra o aquecimento global.
O Protocolo de Kyoto

El Protocolo de Quioto foi adotado em 11 de dezembro de 1997 em Kyoto, Japão, e entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005. É um acordo internacional que obriga legalmente os países industrializados (mencionados no Anexo I da Convenção) a reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa. . O Protocolo faz parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC) e é considerado um dos passos mais importantes na luta global contra as alterações climáticas.
Este protocolo estabeleceu compromissos específicos para os países mais desenvolvidos, assumindo uma responsabilidade especial por serem os principais emissores devido às suas atividades industriais. Através deste acordo, os países comprometeram-se a reduzir as suas emissões de seis gases responsáveis pelo efeito de estufa: dióxido de carbono, metano, óxidos nitrosos, hidrofluorocarbonetos, perfluorocarbonetos e hexafluoreto de enxofre.
O primeiro período de compromisso decorreu de 2008 a 2012. Durante este período, os países do Anexo I comprometeram-se a reduzir as suas emissões numa média de 5.2% em comparação com os níveis de 1990.
Objetivos do Protocolo de Quioto
O principal objetivo de Protocolo de Quioto é reduzir as emissões dos seis gases com efeito de estufa (GEE) identificados como causadores da aceleração das alterações climáticas. Contudo, nem todos os países devem reduzir as suas emissões na mesma proporção, o que leva à implementação do princípio da responsabilidades comuns, mas diferenciadas.
Este princípio implica que os países mais desenvolvidos e aqueles com economias com alto teor de carbono, como a União Europeia, o Canadá e o Japão, devem assumir maiores compromissos de redução, enquanto os países em desenvolvimento têm mais espaço para aumentar as suas emissões devido à necessidade de melhorar a sua economia. condições.
- Níveis de redução: Foram estabelecidos níveis de redução específicos para determinados países. Por exemplo, a União Europeia teve de reduzir as suas emissões em 8%, o Japão em 6% e a Rússia teve de estabilizar os seus níveis sem aumentá-los.
- Meta global: Alcançar uma redução conjunta de pelo menos 5.2% nas emissões globais em comparação com os níveis de 1990.
Características do Protocolo de Kyoto
El Protocolo de Quioto ofereceu aos países diferentes mecanismos para cumprir as metas de redução de emissões. Entre eles:
- Sumidouros de carbono: Os países podem atingir os seus objetivos aumentando a capacidade dos chamados sumidouros de carbono, como as florestas, que absorvem dióxido de carbono da atmosfera. Esses sumidouros podem estar tanto dentro do próprio país como em outros países.
- Comércio de emissões: Foi criado um sistema de comércio de emissões de GEE onde os países que excedem os seus objectivos de redução podem vender os seus excedentes àqueles que não conseguem cumprir os seus objectivos. Este sistema permite flexibilidade e eficiência na redução de emissões.
- Mecanismo de desenvolvimento limpo: Os países desenvolvidos podem realizar projetos nos países em desenvolvimento para reduzir as emissões e, assim, obter créditos de carbono que contam para o seu próprio objetivo de redução.
Deficiências do Protocolo de Kyoto
Apesar dos esforços, Protocolo de Quioto foi criticado por não ser suficientemente ambicioso para evitar alterações climáticas catastróficas. Vários fatores contribuíram para suas limitações:
- O primeiro período do protocolo (2008-2012) cobriu apenas cerca de 30% das emissões globais, deixando de fora grandes emissores como os Estados Unidos, que não ratificaram o protocolo, e países em desenvolvimento como a China e a Índia, que não foram obrigados a cumprir.
- Embora muitos países tenham conseguido reduzir as emissões, em alguns casos isso se deveu mais ao declínio da economia, especialmente após a dissolução da União Soviética, do que à implementação de políticas sustentáveis.
- O protocolo não estabeleceu sanções vinculativas para os países que não cumpriram os seus compromissos, permitindo que alguns estados não cumprissem sem consequências graves.
- As emissões globais continuaram a crescer em geral, devido em grande parte ao aumento das emissões nos países em desenvolvimento e emergentes que não foram obrigados a reduzi-las.
Apesar destas deficiências, o Protocolo de Quioto lançou as bases para acordos futuros mais ambiciosos, como o Acordo de Paris de 2015, que procura envolver todos os países na redução das emissões.
Olhando para o futuro, as metas de redução tornaram-se mais ambiciosas. O Protocolo foi um dos primeiros passos na sensibilização global sobre a necessidade de agir contra as alterações climáticas.


