O amianto está sendo removido de prédios públicos e residências para evitar riscos à saúde.

  • O amianto ainda está presente em escolas, casas e sistemas de água na América Latina.
  • Autoridades antecipam aposentadoria por meio de políticas locais e grandes investimentos
  • Problemas de saúde e riscos decorrentes da exposição persistem, especialmente em populações vulneráveis.
  • Comunidades exigem maior rapidez e transparência nos processos de remoção de amianto

amianto em edifícios

O amianto, apesar de proibido em vários países, continua representando uma ameaça à saúde pública devido à sua presença em escolas, residências e sistemas de distribuição de água. Numerosos instituições e autoridades locais Programas e projetos foram lançados para remover gradualmente esse material, reconhecendo seus efeitos negativos a longo prazo na saúde. No entanto, a eliminação da infraestrutura que contém amianto está progredindo em velocidades variadas e enfrenta obstáculos técnicos e administrativos.

O amianto é um mineral fibroso usado há anos na construção e na manufatura devido à sua resistência ao fogo e a agentes químicos. Seu uso tem sido associado a uma grande variedade de produtos e estruturas, desde tubulações de água, telhados, telhas, isolamento e cimento, até componentes de veículos e até têxteis. Atualmente, os riscos de exposição — principalmente doenças pulmonares graves e vários tipos de câncer, como o mesotelioma — forçaram diversos governos a estabelecer regulamentações para sua proibição e remoção.

Políticas e ações recentes contra o amianto em espaços públicos

Em cidades como BucaramangaNa Colômbia, autoridades municipais estão trabalhando em projetos específicos para identificar e substituir o amianto na infraestrutura pública. Estima-se que quase metade das escolas da cidade ainda contenham esse material perigoso, expondo milhares de crianças e adolescentes diariamente. O conselho local está atualmente discutindo um acordo que visa criar um registro público de edifícios afetados, estabelecer protocolos de remoção segura e priorizar a substituição em instituições de ensinoEsta iniciativa surgiu do reconhecimento de que, embora a Lei 1968 proíba o uso do amianto na Colômbia desde 2019, sua erradicação real está progredindo lentamente e sua fiscalização ainda é limitada.

Os riscos não afetam apenas os estudantes; trabalhadores dos setores de construção, manufatura e automotivo, bem como donas de casa e pessoas que trabalham em empregos informais, todos já tiveram doenças associadas à exposição ao amianto. Estudos recentes mostram que o O mesotelioma, um câncer diretamente ligado à inalação de fibras de amianto, continua causando mais de 1.500 mortes no país nas últimas duas décadas.Especialistas enfatizam a importância de elaborar planos abrangentes que abordem a substituição segura, o treinamento e o acompanhamento médico para indivíduos expostos.

amianto
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Os problemas da habitação social e dos bairros vulneráveis Este não é um problema pequeno. Em Los Angeles, Chile, mais de cinquenta famílias afetadas por subsídios estatais e moradias mal construídas convivem com telhados de amianto, vazamentos e problemas de umidade há anos, aguardando uma solução definitiva. Projetos de reparo têm sido marcados por atrasos, falhas administrativas, cortes orçamentários e gestão inadequada de resíduos contaminados. Depoimentos de moradores revelam a falta de supervisão durante a remoção: em alguns casos, os trabalhadores manusearam telhados de amianto sem equipamentos básicos de proteção, aumentando o risco para toda a comunidade, especialmente para os idosos.

Amianto em sistemas de distribuição de água e redes sanitárias

A infraestrutura subterrânea também não está isenta desse material. A substituição de canos de fibrocimento por materiais mais seguros é uma prioridade em várias cidades da América Latina. Por exemplo, em Matica Centro e na cidade de Cinco Saltos, foram realizados trabalhos para substituir trechos danificados de tubulações de águas residuais e esgoto onde, após décadas de uso, o amianto mostrou sinais de deterioração, causando vazamentos e riscos adicionais à saúde dos moradores.

Em El Salvador, a modernização do sistema de água potável incluiu a substituição de quilômetros de canos de amianto com mais de 40 anos por polietileno de alta densidade. Isso melhora a qualidade do serviço e reduz a exposição a fibras perigosas, beneficiando diretamente mais de um milhão de moradores. O investimento nesses projetos é significativo, mas a prioridade é construir uma rede mais resiliente e saudável a longo prazo.

Desafios e maior controle e informação

Embora existam regulamentações, A gestão da remoção segura e do descarte final do amianto apresenta desafios significativos. Em muitos casos, a falta de inventários completos, a lentidão na execução dos planos e a falta de transparência nas informações prestadas à comunidade dificultam a conclusão definitiva desta fase. Enquanto o amianto estiver presente em casas, escolas e instalações públicas, o risco à saúde persistirá e poderá se estender por décadas.

As comunidades afetadas exigem que os governos locais acelerem a identificação e a remoção deste material., com protocolos rigorosos que protegem tanto os que executam as obras quanto os moradores dos edifícios que estão sendo remediados. A coordenação entre autoridades, o setor de saúde e os trabalhadores é fundamental para avançarmos rumo a ambientes urbanos verdadeiramente seguros e livres de amianto.

O progresso na substituição da infraestrutura e o fortalecimento da regulamentação estão permitindo que muitos países comecem a abordar o problema de forma mais abrangente. A persistência do amianto no ambiente construído, no entanto, exige esforços sustentados e a participação ativa de toda a sociedade para prevenir novos casos de doenças e garantir espaços saudáveis ​​para as gerações futuras.