As instalações de aquicultura do Instituto UniversitĂ¡rio ECOAQUA dependem de Universidade de Las PalmasA empresa registrou uma taxa de mortalidade incomum em seus tanques de reproduĂ§Ă£o localizados em Taliarte (Telde, Gran Canaria) nos Ăºltimos dias. Segundo a empresa, o incidente Ă© comparĂ¡vel ao que ocorreu recentemente nas gaiolas marinhas de Aquanaria em Melenara, dentro do mesmo municĂpio.
Segundo dados internos, a perda afeta um pouco mais de 5% da biomassa alojados nessas instalações, o que equivale a cerca de 500 espĂ©cimes. Os resultados iniciais apontam para um padrĂ£o de danos severos nas brĂ¢nquias e, principalmente, as anĂ¡lises Eles nĂ£o identificam agentes infecciosos ou parasitĂ¡rios. como gatilhos. A situaĂ§Ă£o, por enquanto, estĂ¡ estĂ¡vel e os lotes restantes estĂ£o sendo monitorados.
O que aconteceu nas instalações da ECOAQUA?
O episĂ³dio centra-se no complexo de aquicultura localizado junto ao cais de Taliarte (Telde)onde os tĂ©cnicos detectaram repentinamente um aumento na mortalidade. Os casos e sintomas observados coincidem com o que foi visto dias antes na Ă¡rea de Juba, onde a Aquanaria opera.
Os responsĂ¡veis ​​pelas instalações indicam que os peixes afetados apresentaram comportamento consistente com comprometimento respiratĂ³rioEssa circunstĂ¢ncia levou Ă ativaĂ§Ă£o imediata dos protocolos de coleta de amostras e diagnĂ³stico laboratorial. O nĂºmero estimado de espĂ©cimes mortos Ă© de aproximadamente 500 peixes.
A ECOAQUA destaca que, apesar do impacto inicial, o O efeito cessou. e nĂ£o foram observados novos picos de mortalidade. Os lotes nĂ£o afetados apresentam parĂ¢metros normais, embora continuem a monitoramento contĂnuo.
A pesquisa cientĂfica foi centralizada nos laboratĂ³rios do Serviço Altamente Especializado de Aquicultura e Biotecnologia (SABE), integrado ao ULPGC, a fim de determinar a extensĂ£o dos danos e as possĂveis causas externas que os explicam.
O que revelam as anĂ¡lises ULPGC?
Os testes realizados pela equipe SABE confirmam lesões localizadas em brĂ¢nquiasOs pulmões, um Ă³rgĂ£o fundamental para a troca gasosa, teriam sofrido danos que prejudicariam sua capacidade de absorver oxigĂªnio da Ă¡gua, levando ao colapso respiratĂ³rio nos indivĂduos mais afetados.
A inspeĂ§Ă£o macroscĂ³pica revelou um descoloraĂ§Ă£o irregular ao longo dos arcos branquiais, distinta do vermelho vivo tĂpico de um peixe saudĂ¡vel. Essa descoberta jĂ¡ sugeria uma disfunĂ§Ă£o respiratĂ³ria antes da confirmaĂ§Ă£o microscĂ³pica.
Ao microscĂ³pio, os tĂ©cnicos descrevem um perda da arquitetura epitelial, acompanhada de hiperemia como resposta compensatĂ³ria Ă reduĂ§Ă£o do oxigĂªnio disponĂvel. Nos casos mais graves, observou-se o seguinte. necrose lamelar, incompatĂvel com a ventilaĂ§Ă£o eficaz do tecido branquial.
Com base nessas evidĂªncias, os pesquisadores da ULPGC descartam que a mortalidade seja devida a etiologia infecciosa ou parasitĂ¡riaNo entanto, eles estĂ£o mantendo outras vias analĂticas em aberto para identificar a origem do dano e sua possĂvel relaĂ§Ă£o com fatores ambientais.

RelaĂ§Ă£o com o episĂ³dio Aquanaria e o contexto ambiental
Semanas antes, a Aquanaria relatou um evento externo que resultou na morte de aproximadamente 40% da sua produĂ§Ă£o de robalo em dois locais em Melenara (Telde). A empresa atribui esse incidente a um vazamento com aparĂªncia de produto quĂmico originĂ¡ria do emissĂ¡rio submarino na costa, a empresa apresentou uma queixa Ă Seprona (o serviço de proteĂ§Ă£o ambiental da Guarda Civil). Estima-se que os prejuĂzos sejam em torno de 15 milhões de euros.
Em paralelo, houve fechamentos isolados de praias na Ă¡rea devido Ă detecĂ§Ă£o de manchas e odores na Ă¡gua. De acordo com diversas fontes, a origem dessas anomalias tem sido debatida, variando entre a possibilidade de um derramamento em terra e a atividade de aquicultura, sem que haja uma resposta definitiva atĂ© o momento. decisĂ£o final.
Em 6 de novembro, e dentro deste mesmo quadro territorial, um Alerta sobre poluiĂ§Ă£o marinha que afetou seis municĂpios em Gran Canaria. Essa situaĂ§Ă£o reacendeu a demanda por um diagnĂ³stico rĂ¡pido, transparĂªncia e coordenaĂ§Ă£o institucional para determinar as causas e responsabilidades.
Embora Aquanaria seja considerada parte lesada Embora negue ser a origem do problema, autoridades locais e grupos ambientalistas apresentaram hipĂ³teses alternativas. A investigaĂ§Ă£o permanece em aberto, sem conclusões definitivas. fator de gatilho.
SituaĂ§Ă£o atual e prĂ³ximos passos
Na ECOAQUA, a mortalidade cessou e os lotes restantes estĂ£o em bom estado aparenteSob supervisĂ£o tĂ©cnica permanente, os controles de qualidade da Ă¡gua foram reforçados e a rastreabilidade de quaisquer alterações ambientais na Ă¡rea de Taliarte Ă© mantida.
As linhas de trabalho incluem o monitoramento de potenciais agentes quĂmicos ou fĂsicos que afetam o tecido branquial, bem como testes complementares para correlacionar parĂ¢metros oceanogrĂ¡ficos, variações especĂficas no oxigĂªnio dissolvido, temperatura da Ă¡gua do mar e quaisquer sinais de contaminaĂ§Ă£o na coluna de Ă¡gua perto das instalações.
O setor da aquicultura e as agĂªncias governamentais sĂ£o instados a coordenar a coleta de dados em tempo real e a troca de informações, para que medidas adequadas possam ser adotadas. medidas preventivas Caso sejam detectados incidentes semelhantes, medidas serĂ£o tomadas rapidamente. Uma revisĂ£o dos protocolos relativos a emissĂ¡rios submarinos e potenciais locais de derramamento tambĂ©m estĂ¡ sendo considerada.
AtĂ© que haja confirmaĂ§Ă£o oficial da origem, o foco da ECOAQUA permanecerĂ¡ em... vigilĂ¢ncia intensivaValidaĂ§Ă£o cruzada dos resultados analĂticos e comunicaĂ§Ă£o periĂ³dica das descobertas relevantes Ă s autoridades competentes e Ă comunidade cientĂfica.

O episĂ³dio Taliarte, por ora, deixa um quadro claro: morte de cerca de 500 peixes (aproximadamente 5% da biomassa) com um padrĂ£o de lesĂ£o branquial, ausĂªncia de patĂ³genos detectĂ¡veis ​​e semelhanças com o que ocorreu em Melenara. O surto foi contido, os lotes afetados estĂ£o sendo monitorados e a investigaĂ§Ă£o permanece aberta para determinar as causas e se hĂ¡ uma nexo ambiental Comum a ambos os casos.

