A liderança das empresas espanholas em energias renováveis ​​na América Latina

  • Grande crescimento das energias renováveis ​​na América Latina impulsionado por empresas espanholas.
  • Energia eólica e solar, protagonistas da transição energética na região.
  • O investimento direto estrangeiro europeu tem sido fundamental no desenvolvimento de energias limpas.

Conjunto de energia renovável

Grandes empresas espanholas , assim como pequenas e médias empresas de energias renováveis, têm experimentado um crescimento exponencial nos últimos anos em diversas regiões do mundo. Embora a Espanha tenha desempenhado um papel fundamental na produção de energia limpa, surpreendentemente, esse crescimento exponencial não ocorreu apenas dentro da Espanha, mas também entre empresas espanholas que optaram pela expansão internacional, particularmente aproveitando as oportunidades na América Latina.

O papel das empresas espanholas na América Latina

A América Latina é uma região onde as empresas espanholas de energias renováveis ​​têm alcançado progressos significativos. Nos últimos anos, o crescimento das energias renováveis ​​em países como Brasil, México e Chile tem sido notável, em grande parte graças à expertise de empresas espanholas, que lideraram projetos importantes como parques solares e eólicos. Os números falam por si: entre 2013 e 2017, o crescimento do setor de energias renováveis ​​na América Latina, apoiado por empresas espanholas, aumentou 83%, segundo o relatório “América Latina e Espanha: Caminhos Opostos ”. Somente em 2016, empresas espanholas participaram de 33 projetos de energias renováveis ​​não convencionais (ERNC) na região, e essa tendência tem continuado a crescer desde então.

Análise Setorial: Energias Renováveis ​​na América Latina

Segundo os especialistas, um setor chave na transição para a energia limpa tem sido a energia eólica. Países como Chile, Uruguai, Brasil e México aproveitaram os ventos favoráveis ​​(literalmente) para se posicionarem como líderes regionais nesta tecnologia. Em 2016, por exemplo, foi a energia eólica que liderou a expansão das energias NCRE na região, particularmente no Brasil e no México.

A energia solar também não ficou para trás. Embora o Chile tenha assumido a liderança, países como Argentina e Uruguai também fizeram investimentos significativos nesta tecnologia. A necessidade de diversificar a matriz energética destes países – dependentes durante décadas de fontes fósseis ou de grandes centrais hidroeléctricas – abriu uma janela de oportunidade para as energias renováveis.

Entre os casos de sucesso, encontramos projetos apoiados por empresas espanholas como Acciona e Gamesa, que não só investiram em usinas solares e eólicas, mas também participaram da construção de pequenas centrais hidrelétricas em países como o Uruguai, onde 94,5% de sua eletricidade já era renovável em 2015.

De particular importância é o papel da Iberdrola , uma das empresas pioneiras na implementação de projetos de energias renováveis ​​em larga escala em países como o Brasil e o México, onde liderou a construção de parques eólicos e usinas solares que hoje geram milhares de MW de energia limpa.

Projetos de energia solar na América Latina

Fatores que impulsionaram o crescimento das energias renováveis ​​na América Latina

Um dos grandes fatores que permitiu a decolagem das energias renováveis ​​na América Latina foi a redução de custos. Entre 2010 e 2018, os preços das tecnologias eólica e solar diminuíram consideravelmente. Só na energia solar, os custos caíram 80%, permitindo que países como Chile e México oferecessem leilões de energia renovável a preços extremamente competitivos. Esta mudança permitiu que estes países estivessem entre os mais atrativos do mundo para o investimento em energias renováveis.

Mas os custos não são o único fator. Os marcos regulatórios também foram fundamentais. Graças à colaboração de organismos financeiros internacionais e de políticas públicas que favorecem a concorrência e o investimento estrangeiro, países como Brasil, Chile e México têm conseguido atrair capital estrangeiro em grande escala.

A região também gerou interesse graças à sua geografia e clima favoráveis. O Chile, por exemplo, possui o Deserto do Atacama, um dos locais com maior radiação solar do mundo.

Expectativas para os próximos anos

As projeções para a próxima década sugerem que a América Latina será uma das regiões mais relevantes para o crescimento das energias renováveis. Segundo algumas estimativas, o Brasil e o México liderarão este crescimento, seguidos de perto pela Argentina e pela Colômbia. As expectativas para o desenvolvimento do hidrogénio verde, particularmente no Chile e no Brasil, são imensas e já estão em curso esforços para consolidar esta tecnologia.

Quanto a Espanha, espera-se que continue a desempenhar um papel fundamental na expansão das energias renováveis ​​na região. Empresas como Acciona, Iberdrola, Naturgy, Solarpack e muitas outras consolidaram sua presença e planejam aumentar seus investimentos na região à medida que os projetos avançam.

Apesar dos desafios regulamentares, as perspectivas são optimistas. As alianças entre empresas espanholas e locais continuarão a ser fundamentais e espera-se que a região continue a atrair capital europeu para o desenvolvimento de energias limpas. Colaborações como as da Iberdrola com a Neoenergía no Brasil, ou da Acciona com a Grenergy no México, são exemplos da sinergia que continuará entre as duas regiões nos próximos anos.

Segundo o estudo “A Europa lidera o investimento em energias renováveis ​​na América Latina”, o investimento das empresas europeias, nomeadamente espanholas, tem sido fundamental para a implantação de projetos de energias limpas na região. Os números fornecidos pela CEPAL revelam que, entre 2005 e 2017, o setor renovável recebeu investimentos crescentes, atingindo 34% do total do investimento direto estrangeiro europeu. Este valor evidencia como as empresas europeias, pela experiência acumulada nos seus países de origem, têm conseguido aproveitar oportunidades de investimento com uma significativa transferência de conhecimento.

Desenvolvimento de energia limpa na América Latina

A transição para um modelo energético mais sustentável atravessa um momento crucial e a América Latina, juntamente com as empresas espanholas, será um dos principais atores nesta mudança. Os desafios são muitos, mas as oportunidades também. É um panorama repleto de possibilidades tanto para o crescimento económico como para o bem-estar ambiental da região.


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