La Empresa de energia Moveve e pela Universidade Politécnica de Madrid (UPM) Eles uniram forças para lançar a primeira Cátedra de Inovação em Moléculas Verdes no sistema universitário espanhol. A nova iniciativa foi apresentada na sede da empresa em Madri, em um evento que reuniu representantes institucionais, executivos, especialistas e estudantes.
Esta cadeira foi criada como uma Espaço estável para colaboração entre universidade e empresasCom foco na transição energética e na descarbonização de atividades difíceis de eletrificar, como a aviação e a indústria pesada, o objetivo é promover projetos de pesquisa, inovação e formação que acelerem o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis e tecnologias associadas às chamadas moléculas verdes.
Um acordo pioneiro para impulsionar moléculas verdes

O acordo assinado entre a Moeve — anteriormente conhecida como Cepsa — e a UPM é considerado pioneiro no campo universitário espanhol Ao colocar as moléculas verdes no centro da colaboração público-privada, a cátedra é concebida como um centro líder na Europa para o estudo e a aplicação de soluções energéticas de baixo carbono, combinando conhecimento científico, desenvolvimento tecnológico e capacidades industriais.
Durante a cerimônia de assinatura, realizada na sede da Moeve, foi enfatizado que o acordo não se limita a projetos de P&D, mas também visa a para criar um ecossistema de inovação completo com foco na transição energética. Isso inclui tudo, desde pesquisas de ponta a programas de treinamento avançado, bem como atividades de divulgação e fóruns de discussão técnica abertos a diversas partes interessadas do setor.
Segundo a empresa, essa aliança estratégica faz parte do plano da Moeve para fortalecer seu papel como um ator-chave no setor. descarbonização da economia europeia, em consonância com os objetivos climáticos da União Europeia e com as políticas energéticas da Espanha.
Para a UPM, a cátedra faz parte do seu compromisso em consolidar a sua posição como uma universidade líder em Engenharia, tecnologia e energiaUtilizar a colaboração com empresas como alavanca para transferir conhecimento para o setor produtivo e gerar oportunidades para a sua comunidade universitária.
SAF, combustíveis sintéticos e hidrogênio verde: foco nos combustíveis do futuro

O trabalho principal da Cátedra de Inovação em Moléculas Verdes será orientado para Desenvolvimento de combustíveis de aviação sustentáveis (SAF)Essas medidas são consideradas essenciais para a redução das emissões em um setor que enfrenta desafios significativos na eletrificação. A pesquisa será estruturada em duas linhas principais complementares.
Por um lado, eles irão promover biocombustíveis de segunda geração, feito de resíduos orgânicos e óleos de cozinha usadosEssa abordagem nos permite aproveitar recursos que atualmente representam um problema de gestão, transformando-os em combustíveis de alto valor agregado para o transporte aéreo e outros usos industriais.
Por outro lado, a cátedra se concentrará no desenvolvimento de Combustíveis sintéticos ou e-combustíveisEsses combustíveis são produzidos utilizando hidrogênio verde e dióxido de carbono capturado, seja da atmosfera ou de emissões industriais. Eles têm o potencial de serem neutros em carbono quando combinados com eletricidade renovável e sistemas avançados de captura de CO₂.
Além dos combustíveis sintéticos e dos combustíveis sintéticos, o presidente abordará outros temas. tecnologias de captura e transformação de CO₂bem como projetos relacionados à química sustentável e à mobilidade de baixa emissão. A ideia é abranger toda a cadeia de valor das moléculas verdes: desde a obtenção de matérias-primas renováveis até sua conversão em energia e produtos químicos.
Com essa abordagem, a Moeve e a UPM visam promover soluções que contribuam para a Descarbonização da aviação, do transporte pesado, do transporte marítimo e da indústria de uso intensivo de energia., setores nos quais os combustíveis líquidos continuarão a desempenhar um papel relevante nas próximas décadas.
Formação avançada, jovens talentos e requalificação profissional
Um dos pilares centrais do acordo é o Impulsionando talentos especializados em áreas relacionadas à transição energética. A cátedra prevê a criação de programas de formação conjunta, incluindo possíveis percursos de mestrado e doutoramento, bem como cursos de especialização destinados a profissionais em atividade.
A colaboração permitirá para apoiar a atividade de ensino da UPMO programa visa adaptar o conteúdo acadêmico às demandas em constante evolução do setor energético e oferecer aos alunos a oportunidade de participar de projetos de pesquisa e inovação no mundo real. Inclui também estágios, trabalhos de conclusão de curso (TCC) de graduação e dissertações de mestrado focados nos desafios apresentados pelas moléculas de energia verde.
Durante a apresentação, foi enfatizado que a cátedra não se destinará apenas à formação de novas gerações, mas também a facilitar a reciclagem e atualização de conhecimentos Para aqueles que já trabalham no setor de energia e indústrias relacionadas. A ideia é que técnicos, engenheiros e outros profissionais possam aprender em primeira mão sobre tecnologias emergentes associadas a combustíveis sustentáveis e hidrogênio verde.
Em paralelo, será lançado um cronograma. fóruns, workshops técnicos e seminários Esses fóruns abertos, com a participação de especialistas do governo, do setor empresarial e da academia, terão como objetivo fomentar a troca de conhecimento, compartilhar as melhores práticas e fortalecer o ecossistema de inovação em torno da transição energética na Espanha.
A cadeira pretende, portanto, tornar-se uma ponto de encontro estável entre o meio acadêmico, o setor empresarial e as administrações públicas, facilitando a articulação de projetos conjuntos e o desenvolvimento de novas linhas de colaboração.
Tecnologias disruptivas e colaboração com startups
O acordo entre a Moeve e a UPM também inclui o implantação de tecnologias avançadas Acelerar a pesquisa e a aplicação prática de moléculas verdes. Entre as ferramentas a serem promovidas estão a inteligência artificial, os gêmeos digitais e a robótica avançada.
A inteligência artificial será utilizada, entre outras áreas, para otimizar os processos de produçãoOs gêmeos digitais permitirão a reprodução virtual de instalações, equipamentos e processos, reduzindo o tempo e os custos de testes. Eles também possibilitarão a modelagem do comportamento molecular e a previsão do desempenho de diferentes misturas de combustível em condições reais de operação.
A robótica avançada, por sua vez, será integrada em ambientes de laboratório e instalações pilotoIsso facilita tarefas como manuseio de materiais, monitoramento contínuo de variáveis críticas e automação de experimentos. Tudo isso visa acelerar a transição da pesquisa básica para soluções industriais prontas para implantação.
Outro elemento fundamental será a colaboração com startups e empresas emergentes Nas áreas de energia, química e digitalização, a cátedra visa tornar-se um ponto de conexão entre a UPM, a Moeve e o ecossistema empreendedor, apoiando a criação e a expansão de projetos inovadores que ofereçam soluções concretas para a descarbonização.
Dessa forma, a iniciativa visa gerar um circulo virtuoso em que a universidade contribui com conhecimento científico, a empresa com capacidade de investimento e execução, e as startups com agilidade e novas ideias, com o objetivo comum de impulsionar a transição para um modelo energético mais sustentável.
Vozes institucionais e parcerias público-privadas
Na cerimônia de assinatura, o Diretor de Tecnologia, Projetos e Serviços da Moeve, José Manuel MartínezEle destacou que o ecossistema colaborativo construído com a UPM gera uma sinergia relevante para "continuar avançando na transição energética e na descarbonização da indústria e do transporte pesado".
vice-presidente executivo de Pessoas, Organização e Cultura da empresa, Bettina Karsch, destacou o compromisso da Moeve com o desenvolvimento de talentos e treinamento especializado, observando que a cátedra fortalece a ligação entre as esferas acadêmica e empresarial em um momento crucial para a transformação do setor energético.
Da Universidade Politécnica de Madrid, o reitor Óscar García Ele enfatizou que esta iniciativa representa "uma excelente oportunidade para contribuir para o grande desafio da transição energética sustentável através de novos projetos de pesquisa e formação", tanto para estudantes como para profissionais que precisam de se adaptar às novas tecnologias emergentes.
O Vice-Reitor de Inovação, Empreendedorismo e Transferência da UPM e diretor da cátedra, Juan Manuel Muñoz GuijosaEle enfatizou que se trata de "um exemplo do sucesso e do compromisso das cátedras público-privadas", que proporcionam benefícios tangíveis tanto para a universidade quanto para a empresa e promovem uma transferência bidirecional de conhecimento.
Também estiveram presentes no evento: representantes do Instituto para a Diversificação e Poupança de Energia (IDAE) e do Ministério da Ciência, Inovação e UniversidadesIsso reforça o caráter institucional da iniciativa. Entre os presentes estavam o Diretor-Geral do IDAE, Miguel Rodrigo, e o Diretor-Geral Adjunto de Políticas de Inovação, Ignacio García Fenoll, enquanto as palavras de encerramento foram proferidas pelo Secretário-Geral das Universidades, Francisco García Pascual.
Movimento Positivo e a rede de cátedras Moeve
A criação da Cátedra de Inovação em Moléculas Verdes com a UPM faz parte do Estratégia corporativa da Positive Motion da Moeve, com a qual a empresa busca liderar a produção de hidrogênio verde, biocombustíveis avançados e produtos químicos sustentáveis na Europa.
Dentro dessa estratégia, a Moeve está tecendo uma rede de cátedras e convênios com diferentes universidadesTanto em Espanha como noutros países, o objetivo é criar polos de inovação especializados em áreas-chave da transição energética. Estes incluem colaborações com universidades andaluzas, como a Universidade de Cádiz e a Universidade de Sevilha, centradas em competências transversais e projetos relacionados com a descarbonização.
A empresa, com mais de 11.000 funcionários e uma trajetória de mais de nove décadas no setor de energia, está promovendo simultaneamente uma rede de carregamento elétrico ultrarrápido Na Espanha e em Portugal, avançando também no desenvolvimento de novas soluções baseadas em moléculas verdes para setores industriais de difícil eletrificação.
Para a UPM, a cátedra reforça sua posição como uma universidade de renome internacional em engenharia e tecnologia. A instituição, sediada em Madri, está entre as As 100 melhores universidades do mundo nessas áreas De acordo com os principais rankings, possui uma intensa atividade de pesquisa, com centenas de projetos em programas europeus como o Horizonte 2020 e seus sucessores.
Com essa aliança, a universidade e a empresa buscam combinar suas experiências e capacidades complementares para impulsionar a pesquisa em energia limpa e combustíveis sustentáveis terão um impacto real no tecido produtivo e na transição energética, tanto em Espanha como na Europa no seu conjunto.
O lançamento do Cátedra de Inovação em Moléculas Verdes Consolida uma colaboração que visa acelerar a descarbonização através da ciência, tecnologia e formação, combinando esforços públicos e privados para desenvolver combustíveis sustentáveis, aproveitar o potencial do hidrogénio verde e promover novas soluções baseadas em moléculas de baixas emissões que permitam avançar rumo a um modelo de energia e produção mais limpo e competitivo.